Editorial ... extraído do Bom Senso de Dezembro de 2006
![]() Em Gn 1.28 está escrito: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra”. A primeira ordem dada ao homem, na velha criação, foi para crescer e multiplicar-se. A mesma ordem nos é dada, hoje, na nova criação. Todos nós recebemos a ordem de crescer e multiplicar. Custa-nos ouvir dizer que aqueles que estão na visão celular só falam do crescimento da igreja, e que só incentivam seus membros e líderes à expansão por causa de números. Nós fomos chamados para mudar o destino das pessoas. A questão não se prende com números mas com almas que viverão eternamente, ou no Inferno ou no Céu. A nossa vida é como um vento, como uma flor que de manhã é, e a tarde já não existe mais. Não existimos com um fim último de ser uma igreja grande mas para mudar o destino das pessoas. Da nossa atitude, compaixão, visão, dedicação, zelo, dependem muitos. Quando a igreja precisa mover-se, deixar a mornidão, conquistar, e é preciso fazer das tripas coração, ninguém tem direito de por em causa a motivação daqueles que se esforçam para deixar tradições, abraçar estratégias mais eficazes, criar alternativas para alcançar a sociedade no século XXI. Ao analisarmos a Bíblia chegamos à conclusão que, se alguém está interessado em números é Deus. Não por causa de quantidade, mas porque cada pessoa representa um ser único, insubstituível, criado para viver eternamente com Ele, mas que precisa conhecer o Evangelho, poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Em Mt 28.20 lemos: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo;” Mc 16.15 diz: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura…” Isaías 54.2 diz: “Alarga o espaço da tua tenda; estenda-se o toldo da tua habitação, não o impeças; alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas. Porque transbordarás para a direita e para a esquerda; a tua posteridade possuirá as nações e fará que se povoem as cidades assoladas.” João 3.16 diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não pereça mas tenha a vida eterna.” Jesus disse que a seara está pronta. O mundo está maduro para ser colhido. Sabem qual é o problema? Não temos trabalhadores para a colheita. Deus está pronto para derramar muito, mas é necessário trabalhadores para a colheita. Nós vamos ver o grande mover de Deus! Mas precisamos de preparar ceifeiros, para que a seara não se perca apodrecendo sem ser colhida. Esta a razão pela qual investimos tempo, energias, tudo, em pessoas que acreditamos terem potencial para ser líderes de células. Nosso foco é sermos uma igreja de ceifeiros! Uma igreja de ministros, de líderes! Uma igreja de discípulos! Na igreja celular, todos podem sentir-se úteis. Na igreja em células há oportunidades para tantos quantos queiram cumprir a sua responsabilidade: “Cada casa uma igreja, cada cristão um líder (ou pelo menos um ministro).” Cristãos que não se envolvem são cristãos parasitas. Eles esperam ser mimados, ministrados e entretidos pela igreja. Em troca dão a sua oferta para manter a igreja e são levados pela minoria que tudo faz na igreja. No estilo de igreja convencional o crente é treinado a consumir; no estilo de igreja de células é treinado para produzir. Seus membros têm oportunidade para desenvolver seus potenciais e se tornarem produtivos. O sistema de Jesus foi projectado para resultar em produtores e não em consumidores. A verdade é que cada um de nós é um sacerdote, um ministro! (I Pe 2.9). A igreja em células é a restauração desse modelo bíblico e primitivo. Gostemos ou não, a verdade é que Jesus nos chamou para fazer discípulos e não apenas convertidos. COMO É QUE UM CRISTÃO SE TORNA NUM LÍDER (MINISTRO)? Quando é conquistado pela paixão de ganhar os perdidos. Quando ele compreende que deve produzir, e não simples-mente consumir, uma verdadeira revolução acontece em sua postura em relação à igreja local. Ele não se preocupa mais em saber o que a igreja pode oferecer-lhe; preocupa-se antes em saber como pode ser útil. Ele não responsabiliza o pastor ou algum líder pelo seu crescimento espiritual, porque sabe que pode e deve ter intimidade com Deus sem intermediário algum. Encara as suas próprias guerras e ainda tem disposição para dar apoio e socorro aos novos irmãos da fé. Estagnação ou multiplicação são nossa responsabilidade. Estagnar é morrer, é andar para trás; é ficar aquém do que é esperado de nós. Multiplicar é o nosso objectivo. Mais do que qualquer um de nós, esse é também o que está no coração de Deus que: “…quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade.” I Tm 2.4. Anima-te, esforça-te, cresce, frutifica! Prs. Eunice e Jacinto Rosa |
Actualizado em 2007 Junho 30