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Editorial
A igreja vive de ciclos tal como as pessoas. O ideal seria que a vida fosse sempre recheada de bons momentos. Contudo, há ocasiões em que enfrentamos questões que nos entristecem e enfraquecem, como problemas familiares, ou de saúde, ou de desemprego. Enfim, uma série de coisas que fazem com que a vida tenha altos e baixos. As igrejas também podem passar por momentos menos bons que as leva a não crescer, estagnar e desmobilizar. Afinal, a igreja é composta de pessoas, de carne e osso. Eis três razões que contribuem para nos desmobilizarmos:
1 - FALTA DE INTERCESSÃO E DE GUERRA ESPIRITUAL CONTÍNUA.
Estamos todos conscientes que a luta que travamos não é uma luta contra pessoas, mas contra forças espirituais do mal que se movem influenciando pessoas, ambientes, sistemas (Ef 6:12). Todos nós ansiamos ver mais de Deus, contudo queremos o mover de Deus em saldos, sem que não nos custe muito. John kilpatrick disse: «Deus nunca põe reavivamento em saldos. Ele nunca faz um desconto. Custa sempre o mesmo para cada geração».
Percebemos um mover violento e acérrimo das forças do mal que se levantam para fazer aquilo que é próprio do diabo: Matar, roubar e destruir. Sabemos que aqueles que estão envolvidos não só com o satanismo, como com o ocultismo, estão na moda.
Percebemos isto pelo à vontade com que aparecem na televisão gente ligada a estes círculos e como têm tanto tempo de antena, que falta à igreja de Cristo. Temos uma das formas de guerrear tudo isso. Uma arma poderosa e infalível. A intercessão, a guerra espiritual, o jejum, a unidade do corpo de Cristo.
A igreja, que somos todos nós, precisa pagar o preço em oração e jejum! Uma igreja guerreira, é uma igreja que não se desmobiliza!
2 - ACOMODAÇÃO DOS LIDERES:
Liderar é desgastante e custa um preço extremamente alto. Se alguns líderes da linha da frente (principais) estiverem cansados e com problemas pessoais, deixam de estar e fazer o que é necessário. Quando os motores da igreja não funcionam a igreja sente-se disso. Precisamos apoiar, suporta, e orar pelos nossos líderes, mais do que apontar-lhes as suas falhas.
Depois de alguém se desmobilizar, tem mais dificuldade em retomar com garra as suas funções. Fica com menos apetência ao sacrifico. Estar em casa, faltar, envolver-se com seus negócios e vida particular é sempre o caminho mais fácil. Desistir é sempre uma opção aliciante.
Quantas vezes é necessário sair do trabalho e ir directamente para um compromisso da igreja, mesmo sem comer? Estar na intercessão, ser pontual, ser assíduo e fazer a sua célula mesmo em situações adversas?... Mas tudo isto exige sacrifício. Sacrifício que poucos estão dispostos a fazer, mas sem o qual a obra de Deus não é feita. É bom que nos mentalizemos que ninguém pode servir a Deus sem fazer sacrifícios.
Madre Teresa foi respeitada não por sua figura esbelta ou sua inteligência impar, mas pelo seu sacrifício em prol dos pobres e enjeitados de Calcutá. Amar os outros é doarmo-nos a eles e isto exige abnegação e renúncia.
Talvez o nosso serviço e sacrifício sejam o tributo que pagamos pelo privilégio de viver.
«Eu não sei qual será seu destino, mas uma coisa sei. Os únicos que serão realmente felizes são os que buscaram e descobriram o que é servir» , Albert Schweitzer.
Uma igreja disposta ao sacrifício não se desmobiliza!
3 - QUANDO A IGREJA SE ESQUECE O QUE SIGNIFICA COMPROMISSO
A igreja somos todos nós. Das crianças aos idosos. Os que têm mais ou menos talentos, mais ou menos tempo, mais ou menos dinheiro, mais ou menos disponibilidade.
Compromisso quer dizer: Atermo-nos às nossas escolhas. Comprometer-se com os compromissos feitos na vida.
Infelizmente não é uma palavra popular nos dias de hoje. «Se não queremos o bebé, abortamos, se não queremos o cônjuge, divorciamo-nos, se não queremos o avô, praticamos eutanásia. Uma linda sociedade descartável».
O verdadeiro compromisso envolve o crescimento do indivíduo e do grupo, juntamente com o aperfeiçoamento constante. O líder ou o membro comprometido dedica-se ao crescimento e aperfeiçoamento da sua comunidade.
A edificação do Reino de Deus não é responsabilidade e tarefa de alguns, mas de todos. A falta de crescimento, a estagnação ou desmobilização é responsabilidade de todos nós. Não de alguns somente…Não podem ser sempre os mesmos a dar o litro (fazer tudo) e ainda serem responsabilizados por aquilo que não é feito. Outros sentam-se e observam e às vezes com ar crítico e exigente.
O que é que eu estou a fazer para a edificação do Reino de Deus? Se a minha igreja depende-se de mim, onde ela poderia chegar? Qual a sua imagem, qual a sua provisão financeira, qual o seu impacto na sociedade? Pensemos nisto porque ainda temos oportunidade de mudar em nós e não nos outros o que precisa ser mudado...
Uma igreja de gente comprometida não se desmobiliza!
Um abraço,
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