Editorial

... extraído do Bom Senso de Novembro


Há umas semanas atrás ficámos um pouco triste e decepcionados com a falta de tantos irmãos à igreja. Demos falta de mais de cem pessoas, na nossa Celebração de Domingo.
Isto faz-nos reflectir sobre algumas coisas:

1.º - O dia de Domingo não tem o peso, que devia ter na vida espiritual da Igreja.
Para os cristãos primitivos, o dia de Domingo era sagrado. Para os cristãos de hoje o lazer é sagrado, a família é sagrada (e deve ser!), pequenos biscates são sagrados...
Há demasiadas coisas sagradas, algumas mais sagradas que a guarda do dia de Domingo, mandamento de Deus!

2.º - Percebemos que a mais perigosa das tentações é a tentação da fartura.
O Dr. Robert Coles disse, "que a riqueza amaldiçoa com uma das mãos aquilo que abençoou com a outra." Ser privilegiado faz que a pessoa seja abafada na compaixão, seja restrita na comunhão e crescente em ambição.
A fartura anastesianos! Desfoca-nos! Adormece-nos! A fartura torna-nos mal agradecidos e cansados! É! Parece uma ironia, mas é verdade!
Antigamente, as pessoas caminhavam horas para vir à Igreja. Umas vinham de bicicletas; outras de autocarro e trazem a sua merenda para ficarem para a reunião da tarde. Hoje, temos tudo e mais alguma coisa como pretexto para faltar no dia consagrado por Deus.

Queixamo-nos do que temos e do que nos falta. Não apreciamos a graciosidade de Deus reflectida nas bênçãos abundantes na nossa vida!
Precisamos mais zelo para com o Senhor e Sua Obra!
Ghandi disse, "Aqueles que estão em minha companhia, devem estar prontos a dormir no chão, usar roupas rústicas, levantar em horários estranhos, subsistir com comida simples e nada convidativa, e até mesmo a lavar casas de banho."
Que preço altíssimo que Ghandi exigia dos seus discípulos! Talvez ele tenha aprendido com Jesus que disse: "Quem quiser vir após mim, tome a cada dia a sua cruz, renuncie a si mesmo e siga-Me."
Vale a pena lembrar: "A vida é como uma moeda. Podemos gastá-la como quisermos, mas só podemos gastá-la uma vez."
Medite nisto!

Um abraço,

Prs. Eunice e Jacinto Rosa





Actualizado em 2007 Novembro 04