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Editorial

Vivemos dias muito difíceis. Ouve-se e sente-se a crise
por todo o lado. Na nação, na carteira, na Europa, nos
Estados Unidos. Há uma quebra da venda de casas e
dificuldade de mais de quinze mil famílias em pagar suas
prestações à banca. Há bancos em perigo de irem à falência
bem como a AIG, a maior Companhia de seguros do mundo.
Injecções de capitais do Estado em fundos privados têm
ocorrido em vários países do mundo… contrariando a lei do
capitalismo… Desemprego, medo, fome, confusão, incerteza
quanto ao futuro é o que reina neste momento…
São nestes momentos de crise que a postura do cristão é
avaliada. Não é quando tudo está bem e normal, mas na
crise, na dificuldade, na incerteza, que Deus procura os fiéis
da Terra.
A Bíblia diz: «que quando somos achados fiéis no pouco,
sobre o muito Deus nos coloca». Mt. 25.21-23.
Diz em Neemias que nomeou tesoureiros sobre a sua
casa, «…porque se tinham achado fiéis…» (Nee. 13.13); O
Salmo 31.23 diz: «Amai ao Senhor, vós todos que sois seus
santos; porque o Senhor guarda os fiéis…». E em Pv. 28.20
está escrito: «O homem fiel abundará em bênçãos…».
Quando quiseram pegar em Daniel para o culpar o que
escreveram a seu respeito foi: «Então os príncipes e os
presidentes procuravam achar ocasião contra Daniel a
respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa
alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum
vicio nem culpa». Dn.6.4.
Em Lc 16.10 Jesus ao contar uma parábola ele deixou
um princípio imutável sobre fidelidade: «Quem é fiel no
mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo,
também é injusto no muito…». Paulo mais tarde reforçou a
necessidade de cada servo de Jesus e cada obreiro de Deus
ser confiável e fiel. «Além disso requer-se nos dispenseiros
que cada um se ache fiel». I Cor. 4.2. O autor da revelação,
João, deixa o limite até onde a nossa fidelidade deve ir. A
morte. Lê-se: «Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da
vida.» Ap. 2.10.
Os dias de crise não podem condicionar a nossa
fidelidade a Deus naquilo que é material.
Na bíblia encontramos dois tipos de contribuições
financeiras: Uma que tem a ver com fidelidade e está ligada
aos nossos dízimos; e outra que tem a ver com a
generosidade, e tem a ver com as nossas ofertas...
Quanto à fidelidade a Bíblia estabelece o padrão e nós
temos que ser fiéis a ele. O padrão é devolvermos a ele o
dízimo (onde somos alimentados espiritualmente), isto é a
décima parte daquilo que Ele nos concede, acreditando
naquilo que está escrito nos Salmos, que todas as coisas
pertencem a Deus, mas foram-nos dadas para delas
usufruirmos. Somos provados ao devolvermos a Ele, isto é, à
Sua Casa, a parte que tem a ver com o mantimento da Sua
Igreja… Por isso diz: «Para que haja mantimento na minha
Casa» Malaquias 3.10.
Quanto às ofertas, elas têm a ver com a nossa
prosperidade e com nossa generosidade. Somos nós que as
estabelecemos no coração. Não nos são impostos valores,
antes o princípio: Dar…
Em tempos difíceis é fácil usarmos o que não nos pertence
(o dízimo) e deixarmos de ser generosos (ofertar).
Mas é justamente quando mais precisamos de colher que
não podemos reter sementes nas nossas mãos. «Dai e servos-
á dado, boa medida, recalcada, sacudida, transbordante
vos deitarão no vosso regaço». Mat.6.38.
Sê fiel a Deus, porque Ele não deixará de ser fiel a ti!
Um abraço,
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