Editorial

... extraído do Bom Senso de Novembro


Vivemos dias muito difíceis. Ouve-se e sente-se a crise por todo o lado. Na nação, na carteira, na Europa, nos Estados Unidos. Há uma quebra da venda de casas e dificuldade de mais de quinze mil famílias em pagar suas prestações à banca. Há bancos em perigo de irem à falência bem como a AIG, a maior Companhia de seguros do mundo. Injecções de capitais do Estado em fundos privados têm ocorrido em vários países do mundo… contrariando a lei do capitalismo… Desemprego, medo, fome, confusão, incerteza quanto ao futuro é o que reina neste momento… São nestes momentos de crise que a postura do cristão é avaliada. Não é quando tudo está bem e normal, mas na crise, na dificuldade, na incerteza, que Deus procura os fiéis da Terra.

A Bíblia diz: «que quando somos achados fiéis no pouco, sobre o muito Deus nos coloca». Mt. 25.21-23. Diz em Neemias que nomeou tesoureiros sobre a sua casa, «…porque se tinham achado fiéis…» (Nee. 13.13); O Salmo 31.23 diz: «Amai ao Senhor, vós todos que sois seus santos; porque o Senhor guarda os fiéis…». E em Pv. 28.20 está escrito: «O homem fiel abundará em bênçãos…».

Quando quiseram pegar em Daniel para o culpar o que escreveram a seu respeito foi: «Então os príncipes e os presidentes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum vicio nem culpa». Dn.6.4.

Em Lc 16.10 Jesus ao contar uma parábola ele deixou um princípio imutável sobre fidelidade: «Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito…». Paulo mais tarde reforçou a necessidade de cada servo de Jesus e cada obreiro de Deus ser confiável e fiel. «Além disso requer-se nos dispenseiros que cada um se ache fiel». I Cor. 4.2. O autor da revelação, João, deixa o limite até onde a nossa fidelidade deve ir. A morte. Lê-se: «Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.» Ap. 2.10.

Os dias de crise não podem condicionar a nossa fidelidade a Deus naquilo que é material. Na bíblia encontramos dois tipos de contribuições financeiras: Uma que tem a ver com fidelidade e está ligada aos nossos dízimos; e outra que tem a ver com a generosidade, e tem a ver com as nossas ofertas... Quanto à fidelidade a Bíblia estabelece o padrão e nós temos que ser fiéis a ele. O padrão é devolvermos a ele o dízimo (onde somos alimentados espiritualmente), isto é a décima parte daquilo que Ele nos concede, acreditando naquilo que está escrito nos Salmos, que todas as coisas pertencem a Deus, mas foram-nos dadas para delas usufruirmos. Somos provados ao devolvermos a Ele, isto é, à Sua Casa, a parte que tem a ver com o mantimento da Sua Igreja… Por isso diz: «Para que haja mantimento na minha Casa» Malaquias 3.10.

Quanto às ofertas, elas têm a ver com a nossa prosperidade e com nossa generosidade. Somos nós que as estabelecemos no coração. Não nos são impostos valores, antes o princípio: Dar…

Em tempos difíceis é fácil usarmos o que não nos pertence (o dízimo) e deixarmos de ser generosos (ofertar). Mas é justamente quando mais precisamos de colher que não podemos reter sementes nas nossas mãos. «Dai e servos- á dado, boa medida, recalcada, sacudida, transbordante vos deitarão no vosso regaço». Mat.6.38. Sê fiel a Deus, porque Ele não deixará de ser fiel a ti!


Um abraço,

Prs. Eunice e Jacinto Rosa





Actualizado em 2008 Novembro 02