
Somos seres únicos, especiais e individuais. A única
coisa que realmente temos é Deus; tudo o resto é somente
emprestado durante o tempo da nossa vida. As demais coisas
são passageiras e têm de ser constantemente renovadas:
Temos que renovar a saúde pelo exercício físico, renovar a
mente, deitando o lixo dos pensamentos errados fora,
introduzindo novos, de preferência de acordo com a Palavra
de Deus… Até o alimento só dá para cada dia, por isso Jesus
ensinou a orar: «O pão-nosso de cada dia nos dai hoje!»
Somos criaturas do momento e de momentos. O momento de
paz, o momento da boa disposição, o momento do triunfo,
porque também existem outros, opostos a estes que
caminham connosco, paralelamente, na estrada da vida…
Eclesiastes 9:8 tem um conselho para nós: “Esteja sempre
vestido com roupas de festas e unja sempre a sua cabeça com
óleo”. Na versão tradicional diz: “Em todo o tempo sejam alvas
as suas vestes e nunca falte óleo sobre a sua cabeça.”
No templo a lâmpada devia estar continuamente acesa:
«Ordena aos filhos de Israel que tragam azeite puro de
oliveira, batido, para o candelabro, para que haja lâmpada
acesa continuamente… (Êxodo 24.2)» O templo do Espírito
Santo que somos nós precisa de ter a lâmpada continuamente
acesa. Para isso é necessário que não falte o azeite (símbolo
do Espírito Santo).
Na parábola das dez virgens aprendemos várias lições
importantes:
Que as virgens tinham muitas coisas em comum. Que a
única diferença tornou-se realmente marcante e foi que umas
levaram azeite de reserva caso o noivo tardasse; as loucas
levaram só o indispensável, pensando que ele não tardaria…
O resultado foi que o noivo tardou e elas não tinham azeite
para manter as suas lâmpadas acesas, e as parceiras não se
dispuseram a ceder-lhes do delas. Perceberam então quão
loucas tinham sido, pois pensavam poder depender do azeite
das suas companheiras… Só aí acordaram para o facto de
que o azeite é algo individual e que cada um tem que ter e
transportar o seu para manter permanentemente a sua
candeia acesa.
Manter a vida em fogo, com a chama acesa espiritual
acesa é um processo de todos os dias, não de um fim-desemana
espiritual mais ou menos especial. Para isso é
necessário priorizar a comunhão com Deus durante a
semana. Quando isso acontece, vimos à igreja com a candeia
acesa e não para acendê-la. E com muitas (todas) candeias
acesas, o tempo de celebração pega fogo e o ambiente
espiritual é outro. Acender e manter a candeia acesa, não é
como ligar um interruptor, mas é um processo em que às
vezes não é suficiente um único culto! O perigo é entrar e sair
da mesma maneira, ou esperar que os outros que têm a
obrigação de ter o fogo, lhe passem do azeite que lhes
pertence, quando você mesmo tem acesso ao seu próprio
azeite.
Conta-se a história de uma pequena aldeia de pescadores
onde, por muitos anos, um bando de gaivotas se alimentava
das sobras que os pescadores deixavam. Tudo corria de
feição para aquelas gaivotas, até que, um dia, a pesca se
tornou escassa na zona. Os pescadores mudaram-se para
outro local onde o peixe era mais abundante. As gaivotas,
porém, não seguiram os pescadores e porque estavam
acostumadas a viver daquilo que eles lhes davam, sem nunca
terem aprendido a procurar alimentar-se por si mesmas,
acabaram, uma a uma, morrendo todas.
Conta-se ainda uma outra história que é verídica: de um
casal que morava numa fazenda, no interior dos Estados
Unidos e tinha um desejo grande de encontrar ouro. Era na
época da febre do ouro, em que muitos o queriam encontrar
para ficarem ricos. Eles venderam a fazenda, e mudaram-se
para uma zona muito longe onde se supunha haver ouro.
Nessa busca, eles ficaram frustrados e falidos. Depois de
muitos anos longe, voltaram para a sua cidade de onde
haviam partido há anos e foram visitar a sua antiga fazenda.
Quando lá chegaram encontraram-na toda cercada, porque o
governo tinha encontrado ali, a maior jazida de ouro daquele
Estado.
O plano de Deus sempre foi dar-nos todos os recursos
para que vivêssemos uma vida abundante. Para isso
precisamos manter acesa a nossa candeia, atiçá-la todos os
dias, até porque Deus não apaga o morrão que fumega, mas o
assopra para que fique mais vivo! Esta é uma
responsabilidade de cada um! Deus já lhe deu tudo o que
precisa para viver uma vida estimulante, cheia da glória e das
bênçãos de Deus! A jazida não está longe, está bem
perto…Dentro de Si! “Em todo o tempo sejam alvas as suas
vestes e nunca falte óleo sobre a sua cabeça.” É esta a
recomendação que fazemos!
Vossos pastores e pais,
Prs. Eunice e Jacinto Rosa