Página anterior

Editorial

... extraído do Bom Senso de Novembro


Depois de ouvir José Saramago, o famoso Nobel da literatura, falando raivosamente contra Deus e contra a Sua Palavra, dizendo que «a Bíblia era um livro mau e sanguinário», e depois de ouvir os meus professores universitários fazendo algumas declarações como: «A ciência em si é dinâmica e o conhecimento que obtenho hoje não é o mesmo que obterei amanhã, se puder obter mais variáveis ou usar outras metodologias…» ou: «Algo é provado até deixar de ser provado o contrário amanhã…» Ou ainda: «Uma verdade científica é relativa, não é definitiva. Uma teoria é válida até ser destronada…» Ou seja, não há verdades absolutas em ciência!

A sardinha há uns anos atrás era prejudicial à saúde, hoje é do melhor que pode haver. O azeite passou a ser saudável… A vacina que salvava afinal matava… O remédio que trazia a solução não passava de um veneno, etc… Bem vimos há bem pouco tempo como quase o mundo entrou em colapso, por se confiar excessivamente nas capacidades dos financistas, economistas e políticos. Volto a lembrar-me das palavras de Jesus: «Para quem iremos nós Senhor, se só tu tens palavras de vida eterna…»

Concluo mais uma vez, que há um livro que contém todos os princípios morais, éticos e espirituais para o homem praticar e viver abençoado e prospero no presente e em paz e sossego para sempre! Esse livro é a Bíblia Sagrada.

Este não é um livro científico embora tenha ciência, não é um livro poético, embora contenha poesia, não é um livro histórico, embora seja repleto de história e histórias, não é um código civil, embora contenha muitas normas, não é um livro de imaginação embora contenha linguagem figurada e simbólica quanto baste…Mas é acima de tudo, um livro que contém princípios de vida. Aqueles que o praticarem perceberão que resulta. Se fizermos o que ensina e evitarmos o que nos é aconselhado, livrar-nosemos de muitos apertos e amargos de boca. Esse é o meu conhecimento empírico (experimental) há mais de 30 anos! Importa que saibamos lê-lo e interpretá-lo. Para além de nem sempre poder ser interpretado literalmente, necessitamos ainda que o Seu autor nos ajude a entendêlo espiritualmente. E é aqui que a ciência não penetra. O que é material é material e o que é espiritual é espiritual. Jesus disse: «Graças te dou ó Pai porque não revelaste estas coisas aos sábios e entendidos, mas revelaste aos pequeninos»; Paulo disse: «O homem natural (que não teve um encontro espiritual ou que não tem fé) não entende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura…»

Há coisas que são do domínio da fé, outras da ciência. Cada uma tem a sua relevância e ocupa o seu lugar importante na nossa vida. Podemos, mas não devemos viver sem fé (em Cristo). A ciência é por sua vez útil e presente na nossa vida. Duas realidades inalienáveis, que devem ser devidamente compatibilizadas na nossa existência. Devemos deixar à fé o seu campo de acção e à ciência o dela.

Ouvir José Saramago falar violentamente contra a Bíblia, faz-me concluir duas coisas: A primeira é que só fala assim quem está magoado com Deus. Mas para se estar magoado é preciso acreditar. Aideia que tenho é que Saramago não é um ateu, mas alguém que no mais profundo do seu íntimo acredita em Deus (ou pelo menos nalguma força superior), mas que está magoado com Ele por causa das desgraças que campeiam no mundo. Isto é: Saramago, tal como tantas pessoas no mundo, atribuem a Deus responsabilidades que não são Dele. Os homens vivem à sua maneira, fazem o que querem, dão azo à sua imaginação e fascinação…São egoístas, guerreiam, odeiam, semeiam ventos, e depois na hora de colher tempestades, atribuem a Deus, essa culpa…Está hoje provado que existem até tantos desastres naturais que são fruto de uma falta de sentido ecológico, por causa da ganância dos homens. A natureza vinga-se do homem pela forma como este a trata. Em segundo lugar, acho bastante deselegante alguém com educação e tanta formação intelectual usar palavras tão desagradáveis para falar da fonte de fé de milhões de pessoas em todo o mundo! Diria a Saramago, o que alguém um dia, quando quase convencido das verdades cristãs, para se conseguir defender e desviar a atenção, disse: «As muitas letras te fazem delirar…»

«Passarão os céus e a Terra, mas as minhas palavras não hão-de passar!»

Deus vos abençoe!

Prs. Eunice e Jacinto Rosa