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Editorial

... extraído doBom Senso de Abril 2010


É o título de um filme onde uma das protagonistas faz o papel de uma mulher bonita, que faz parte duma quadrilha cuja finalidade é extorquir dinheiro. Depois de atrair o homem que deve ser sempre casado, este é levado para um hotel, onde o acto nunca é consumado porque na hora “h” surgem os comparsas do crime; Estes fingindo serem ladrões (mancomunados com a mulher) ficam com os documentos dos indivíduos, e dados pessoais como telefones, moradas, etc, de forma a poderem depois extorquir-lhes dinheiro, chantageando-os, sob pena de contarem o sucedido às famílias… A grosso modo acabo de vos contar uma trama, que apesar de ser fictícia, nos alerta para uma verdade: Que o sexo fora do casamento pode provocar uma catástrofe!

Vivemos hoje numa sociedade que banaliza o sexo. A cultura ocidental por influência de Hollywood, impinge-nos a ideia de que sexo é algo simplesmente físico, que pode ser vivenciado ao seu mais alto nível sem o amor e sem o compromisso. A televisão fomenta claramente a imoralidade, a traição e a precocidade do sexo como maneira normal de vida, tornando o conceito do sexo para e dentro do casamento como algo completamente ultrapassado, chegando até a ser achincalhado.

Segundo a Bíblia o sexo é santo, foi criado por Deus para ser vivido e desfrutado num determinado contexto: o casamento, o compromisso, a responsabilidade! Por isso um alerta aos cristãos: «... Mas tu sê sóbrio em tudo...» II Timóteo 4.5

A Bíblia fala do perigo do homem amar mais os prazeres do mundo do que ser amigo de Deus. Tudo o que o homem necessita para ser feliz deve ser vivido num contexto certo, para que lhe traga plenitude e felicidade. Deus deu-nos impulsos sexuais, mas é necessário que se obedeçam às regras que Ele previamente estabeleceu, para que o sexo seja uma bênção. Seu abuso, pode transformá-lo numa maldição.

Como alguém disse: «O sexo é um servo maravilhoso, mas um terrível senhor»; E Jesus disse: «Todo o que comete pecado é escravo do pecado» Jo.8.34; Romanos 6.20.

Colocando a bíblia de lado, gostaria de deixar alguns Riscos e perigos do sexo fora do casamento:

1 – As doenças venéreas, (herpes genital, sida, etc.) tornando muitas mulheres estéreis.

2 – O peso de culpa para toda a vida, pois muitos ficam emocionalmente enfermos em consequências da prática do sexo extraconjugal. Porque o ato sexual pode proporcionar satisfação física, mas sem a realização espiritual as pessoas ficam magoadas. Ninguém pode obter uma satisfação completa com sentimentos de culpa em cima

3 – Os filhos ilegítimos

4 – A desconfiança – O sexo pré-matrimonial pode causar desconfiança, pois o cônjuge pode pensar: «Bem se ela (ele) cedeu antes de casar, quem me garante, que isso não aconteça com outro? Se foi com os namorados (as) quem me diz que me vai ser fiel? As estatísticas provam que o sexo antes do casamento torna os casais mais propensos à infidelidade»

5– ciúmes – Mulher e homens já com experiências pré-conjugais, levantarão problemas de ciúmes (conheço vários casos assim).

6– Nem os homens nem as mulheres gostam na verdade de ter como cônjuges pessoas não virgens, ainda que os media e os inquéritos digam que não há problema. Isso é uma mentira, é mania de querer ser moderno!

7 – É como abrir um presente cuja compra nós presenciámos... ao invés do casal ansiar o momento de se unir sexualmente, toda a expectativa se foi.

8 – O perigo da infidelidade se tornar um padrão de comportamento: «Ninguém se satisfaz com um pouco de água salgada».

O pecado capital torna-se muito perigoso porque é extremamente enganoso:

Porque paga altos dividendos – Pode trazer prazer temporário mas os seus juros são altíssimos; é como os cartões visa que se gasta como e quando se quer, mas que mais tarde vai ter que ser pago... Alguém que estava disposto a viver em pecado mesmo sabendo que estava errado disse: «você tem que admitir que Davi ficou com Bate Seba apesar de ter pecado». E é verdade! Sansão também ficou com Dalila e Judas com a sua prata; mas que preço tiveram que pagar...Gál. 6.7.

Porque a maioria de suas consequências acha-se camuflada - O pecado atrai; seduz o homem; dá-lhe prazer; o pior são as suas consequências: Li que os caçadores de ursos quando os querem apanhar colocam uma bela posta de carne fresca, presa a uma armadilha (ficando esta escondida debaixo da neve); o urso passa vê e é atraído por aquela carne tão saborosa...O pior é depois pois acaba por ser apanhado e lançado no cativeiro...O pescador apanha o seu peixe com um anzol com uma minhoca por cima. O que o peixe vê é a minhoca, mas por baixo está aquilo que vai causar a sua morte...

O pecado sexual é enganoso porque parece controlável. – As pessoas dizem: «paramos quando quisermos...», esquecendo-se que quanto mais se erra, mais viciados se fica e mais a nossa consciência fica cauterizada e insensível à voz do Espírito Santo.

Ou decidimos deixar de pecar cortando o mal pela raiz ou ele crescerá acabando por sufocar-nos... Se pensamos que podemos pecar moderadamente enganamo-nos a nós mesmos... É como um alcoólatra que bebe pensando que vai parar de beber quando quiser... Mas todos sabemos que chegará a um ponto que não mais conseguirá fazê-lo...

COMO VENCER ESTE PERIGO?

A fidelidade a Deus na abstinência sexual fora do casamento, numa sociedade tão rodeada de liberdade sexual pode ser um grande sacrifício. Mas é mais importante sacrificar valores imediatos (temporários e aparentes) por valores eternos e permanentes... Mais tarde reconhecerão o valor de tal atitude.

Deixa de coxeares entre dois caminhos. Declara Jesus como teu senhor, não os desejos da carne.

Afasta-te de tudo o que não seja puro, e que estimule teus desejos sexuais, tais como: Livros e filmes. Namoros demasiado acalorados.

Medita constantemente na palavra de Deus.

Para com esta questão, a do sexo (fora do casamento), não basta pensar que somos fortes, pois a experiência nos mostra que nem mesmo Davi resistiu à tentação e José para vencer teve que fugir; significa isto que não há ninguém imune. A melhor atitude que todos precisamos ter é pensar: “Também eu posso fazer”, e assim criar todos os mecanismos para que isso não aconteça.

Escrever sobre isto não tem como objectivo trazer qualquer crítica ou condenação, mas um alerta, que nos pode ajudar a evitar dores sérias para a vida.

Que Deus nos ajude a vigiar esta área da nossa vida!

Prs. Eunice e Jacinto Rosa